skip to Main Content

Hoje (1º/8) é o último dia para se inscrever no Workshop Computação Cognitiva e o Registro de Imóveis

O Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB) promove o “Workshop Computação Cognitiva e o Registro de Imóveis”, exclusivamente na modalidade on-line, no dia 2 de agosto. As inscrições podem ser feitas pelo portal do IRIB, mediante cartão de crédito, somente hoje, terça-feira (1º de agosto). Associados ao Instituto contam com tarifas diferenciadas e a programação já está definida.

O professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP Flávio Soares Correa da Silva foi convidado a apresentar o tema “O que é computação cognitiva” e garante que a matéria poderá ser compreendida por profissionais de qualquer área. “De fato, essa tecnologia requer conhecimentos técnicos para permitir a construção de ferramentas seguras e úteis, embora não exija tais conhecimentos dos usuários finais dessas ferramentas. Procurarei esclarecer como essa área do conhecimento científico e tecnológico tem evoluído e as oportunidades (e riscos) que ela proporciona, de maneira plenamente acessível para todos os interessados, independentemente de suas áreas específicas de atuação profissional. Durante a apresentação, mencionarei alguns exemplos de uso bem sucedido das tecnologias de computação cognitiva em áreas diversificadas, como finanças, saúde e comércio”, adianta.

Juiz de Direito substituto em Segundo Grau, em atividade na Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Antonio Carlos Alves Braga Júnior observa que poucas atividades podem tirar mais proveito da tecnologia da informação do que o Judiciário, pois verifica que a matéria prima na Justiça é composta quase que exclusivamente de informação. “Não lidamos com coisas, mas com dados. A essência da atividade judiciária compõe-se da análise de casos (argumentos e provas), confrontação com o sistema de normas e de jurisprudência e elaboração de decisões. Ocorre que a maior parte dos recursos humanos, materiais e financeiros são consumidos com atividades meramente operacionais. Muito disso foi eliminado com o processo digital. Ingressamos na etapa de eliminação de mais etapas operacionais com os módulos de automação que se acrescem continuamente ao processo digital. Exemplo são os módulos de distribuição, juntada e publicação automática, assinatura em lote, automação de coleta de dados estatísticos entre muitos outros”.

Antônio Carlos Alves Braga Júnior irá apresentar, no Workshop, o tema “A computação cognitiva e o futuro da justiça” e adianta que o Judiciário está aberto às inovações, visto que o estudo de novas tecnologias e a aplicação prática como experimentação já fazem parte da rotina do TJSP. “O que se apresenta agora é a possibilidade de agregação da computação cognitiva, ou seja, utilização de ferramentas com inteligência, que aprendem na medida em que executam uma tarefa, e que reescrevem o próprio algoritmo, num processo inspirado no aprendizado humano”, disse.

Em atividades específicas, segundo o juiz Alves Braga, sistemas de inteligência artificial já superam, com folga, as atividades humanas. “A computação cognitiva sinaliza que atividades cada vez mais sofisticadas e abrangentes poderão ser realizadas por sistemas artificiais, sem intervenção humana. Quanto mais atividades operacionais ou de análise de grandes volumes de informação puderem ser feitas de maneira automática, mais poderemos concentrar as pessoas nas atividades essenciais. Trata-se de um ganho de valor e relevância no trabalho humano. A margem de ganho é gigantesca”.

Outros especialistas no assunto foram convidados para compor a programação. Durante toda a tarde, também serão apresentados os seguintes temas: “Computação cognitiva e lawtechs” – líder de Watson da IBM Brasil, Guilherme Novaes Procopio de Araújo; e “Computação cognitiva aplicada ao Registro Imobiliário” – registrador de imóveis em Juquiá/SP, Caleb Matheus Ribeiro de Miranda.

Inscreva-se

Fonte: Assessoria Comunicação do IRIB

Em 27.7.2017

Back To Top
ACESSO À ÁREA DO ASSOCIADO



Esqueci a senha